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segunda-feira, 28 de junho de 2021

Patriarch Moy Yat´s Birthday: Moy Yat Institute Legendary Monday

 

by 
Thiago Pereira




A comunidade marcial começou a semana com uma grata supresa: Uma série de encontros remotos com verdadeiras lendas do estilo Ving Tsun, em especial da Linhagem Moy Yat, por ocasião da celebração do aniversário deste que dá nome a linhagem. 
Por volta das 10h [Horário de Brasília]  nos foi possível ouvir do próprio filho do Patriarca, GM William Moy, sobre algumas emocionantes passagens que ele presenciou ou soube de oitiva. Muitos puderam acompanhar pela plataforma ZOOM enquanto outros preferiram assistir a transmissão ao vivo da LIVE pelo canal de Youtube Kung Fu Life. 
Você pode conferir a gravação deste encontro clicando AQUI.

The martial community began the week with a pleasant surprise: A series of remote meetings with true legends of the Ving Tsun style, especially of the Moy Yat Lineage, on the occasion of the celebration of the birthday of the one who gives the Lineage its name.
At around 10 am [Brasilia time zone], we were able to hear from the Patriarch's own son, GM William Moy, about some moving passages that he witnessed or heard from a hearing. Many were able to follow through the ZOOM platform while others preferred to watch the broadcast live through the Youtube channel Kung Fu Life.
You can check the recording of this meeting by clicking HERE.


As 15h[Horário de NY e Canadá] e as 16h[Horário de Brasília], teremos o Grão Mestre Sunny Tang compartilhando sobre os dias do Patriarca Moy Yat em Hong Kong. Para os entusiastas das artes marciais em geral, além dos próprios membros dos círculos de artes marciais chinesas, acredito que seja uma oportunidade única para saber mais a respeito dos tempos de Hong Kong. Não através do que sabemos de filmes, mas de quem viveu aquele período. 
Para assistir esta Live pelo canal Kung Fu Life no youtube, clique AQUI

At 3pm[NY and Canada Time zone] and 4pm[Brasilia Time zone], we will have Grandmaster Sunny Tang sharing about the days of Patriarch Moy Yat in Hong Kong. For martial arts enthusiasts in general, in addition to members of Chinese martial arts circles themselves, I believe it is a unique opportunity to learn more about Hong Kong times. Not through what we know from movies, but from  who lived in that period.
To watch this Live through the Kung Fu Life channel on youtube, click HERE


Por fim, as 19h [Nova York e Canadá] e 20h[Horário de Brasília], teremos Grão-Mestre Leo Imamura falando a respeito do legado do Patriarca Moy Yat pelo mundo. Neste encontro remoto, poderemos apreciar melhor cada aspecto do modo de transmissão do Patriarca e de suas expressões artísticas, que tocaram pessoas em todo o mundo. Para assistir essa Live no canal Kung Fu Life, basta clicar AQUI

Finally, at 7:00 pm [New York and Canada timezone] and 8:00 pm [Brasilia Time Zone], we will have Grand Master Leo Imamura talking about Patriarch Moy Yat's legacy around the world. In this remote meeting, we will be able to better appreciate every aspect of the Patriarch's mode of transmission and his artistic expressions, which touched people all over the world. To watch this Live on Kung Fu Life channel, just click HERE






terça-feira, 22 de junho de 2021

Re-signifying the relationship: Saturday practices with Daai Si Hing [ 大師兄 ].

 

[Espresso ao final das práticas de Sábado com o Daai Si Hing [ 大師兄 ]
[Espresso in the end of the Saturday practices with Daai Si Hing [ 大師兄 ]

Você já ouviu falar de “Si Hing”[師兄 ], sendo este um termo do círculo marcial que porta o ideograma “Si”[師]. Este ideograma vem com outro ideograma que lhe atribui uma função: “Hing”[兄]. O ideograma “Hing”[兄] significa “Irmão mais velho”. E exatamente por portar o ideograma “Si”[師], sabemos se tratar de um “Irmão mais velho” diferenciado do que temos muitas vezes em nossas próprias famílias. Afinal, no caso de um “Si Hing”[師兄 ], ele assim é chamado, pois já estaria se preparando para receber você muito antes de te conhecer. Ele já acompanhava seu Si Fu antes de você chegar. Além disso, independente dele ser biologicamente mais velho ou mais novo do que você, para o círculo marcial, isso é irrelevante.
“Si Hing”[師兄 ] não deveria ser um título, “Si Hing”[師兄 ] é uma posição na árvore genealógica de uma Família Kung Fu. É como quando mesmo sendo imaturo, seus pais resolvem ter mais um filho. Você então se torna irmão mais velho apenas por ter nascido primeiro. A diferença, é que no círculo marcial, você chama essa pessoa de “Si Hing”[師兄 ]. Você apenas deve se perguntar se está chamando no automático, ou se de fato, entende a dimensão Kung Fu dessa relação. 

You've heard of “Si Hing”[師兄], which is a term from the martial arts circles that bears the ideogram “Si”[師]. This ideogram comes with another ideogram that assigns it a function: “Hing”[兄]. The character “Hing”[兄] means “Elder Brother”. And precisely because it carries the ideogram “Si”[師], we know that it is an “Older Brother” different from what we often have in our own families. After all, in the case of a “Si Hing”[師兄], he is called that, as he would be preparing to receive you long before he met you. He was already accompanying your Si Fu before you arrived. Also, regardless of whether he is biologically older or younger than you, for the martial arts circles, this is irrelevant.
“Si Hing”[師兄] should not be a title, “Si Hing”[師兄] is a position in the family tree of a Kung Fu Family. It's like when even being immature, your parents decide to have one more child. You then become a big brother just because you were born first. The difference is that in the martial arts circles, you call this person “Si Hing”[師兄]. You just have to ask yourself if you're calling on automatic, or if you actually understand the Kung Fu dimension of this relationship.

Eu e meu “Si Hing”[師兄 ] fomos titulados como Mestres no mesmo dia[foto], ainda que ele já estivesse em condições de sê-lo antes de mim. Por alguma razão, Si Fu achou que seria uma boa ideia fazermos isso juntos. Temos apenas um ano de diferença na entrada na Família Kung Fu, mas devido a nossa diferença de idade, ele já entrou como um homem formado, enquanto eu era apenas um garoto. 
Por ser o mais antigo de todos em atividade, não só chamamos ele de “Si Hing”[師兄 ], mas de  Daai Si Hing [ 大師兄 ]. Observe que “Daai”[ 大] significa “Grande”. Então o Daai Si Hing [ 大師兄 ], é o “irmão mais velho dos irmãos mais velhos”. Então essa parece-me uma posição um tanto quanto solitária. E é por entender isso, que sendo o “Número 2” da Família, que faço questão de chamá-lo de  “Si Hing”[師兄 ]. Pois não tenho a oportunidade de chamar mais ninguém desta maneira no dia a dia da Família Kung Fu. 

Me and my “Si Hing”[師兄] were titled as Masters on the same day[photo], even though he was already in a position to do so before me. For some reason, Si Fu thought it would be a good idea for us to do this together. We are only a year apart in joining the Kung Fu Family, but due to our age difference, he already joined as a  man while I was just a boy.
As the oldest of all in activity, we not only call him just as “Si Hing”[師兄], but Daai Si Hing [大師兄]. Note that “Daai”[ 大] means “Big”. So Daai Si Hing [ 大師兄 ], is the “elder brother of the older brothers”. So this seems to me a rather lonely position. And it is because I understand this, that being the “Number 2” of the Family, I make a point of calling him “Si Hing”[師兄]. Because I don't have the opportunity to call anyone else this way in the daily life of the Kung Fu Family.
Daai Si Hing [ 大師兄 ] e Claudio. 
The Daai Si Hing [ 大師兄 ] and Claudio.

Tinha um desenho quando eu era criança, que se chamava “Capitão Planeta”. Cada um dos cinco heróis, tinha um anel com poderes da natureza. Quando eles uniam seus poderes, aparecia o “Capitão Planeta”. Meu personagem favorito era o Wheeler que tinha o poder do fogo. Um dos personagens tinha o poder do “coração” e eu achava muito sem graça. 
Mais de vinte anos depois, quando estávamos no jantar de celebração de nossa titulação como Mestres, alguém disse que o Si Hing era o “Punho” da Família Moy Jo Lei Ou e eu seria o “coração”. Que ironia do destino, não é mesmo? Eu queria ser “o punho”... [Risos]
Apesar disso, aceitei de bom grado o convite para me juntar ao Cláudio Teixeira e Roberto Viana, nas práticas coordenadas pelo Daai Si Hing [ 大師兄 ] em sua residência. Dedicamos então duas horas todas as manhãs de Sábado, para praticar entre nós, sob sua supervisão. 

There was a tv show when I was a child, which was called “Captain Planet”. Each of the five heroes had a ring with powers of nature. When they united their powers, the "Captain Planet" appeared. My favorite character was Wheeler who had the power of fire. One of the characters had the power of "heart" and I found it very boring.
More than twenty years later, when we were at the dinner celebrating our Masters degree, someone said that Si Hing was the “Fist” of the Moy Jo Lei Ou Family and I would be the “heart”. What an irony of fate, isn't it? I wanted to be "the fist"...[Laughs]
Despite that, I gladly accepted the invitation to join Cláudio Teixeira and Roberto Viana, in the practices coordinated by Daai Si Hing [大 師兄] at his residence. We then spend two hours every Saturday morning to practice with each other, under his supervision.
[Eu e Claudio ao final de uma manhã de pratica]
[Me and Claudio after a morning of practice]

Tudo que eu sei e desenvolvi a respeito do Sistema[incluindo minha motivação], eu atribuo ao meu processo de transmissão. Ter a responsabilidade de transmitir o Sistema para outras pessoas, sempre me levou a me dedicar a entender melhor cada vez mais o que estava fazendo, para sempre ser capaz de oferecer o melhor que pudesse. Acreditava que somente ao se dedicar diligentemente a um processo de transmissão, alguém poderia atingir o alto nível. 
Observar o Daai Si Hing [ 大師兄 ] praticando e falando do Sistema é sempre desconcertante. Ele sempre ajudou no Mo Gun nos horários em que lhe era possível, porém ele talvez seja a única pessoa que conheci em 22 anos de prática ininterrupta, que chegou a um nível tão profundo de entendimento através de um processo em sua maior parte intrapessoal. 

Everything I know and have developed about the System [including my motivation] I attribute to my transmission process. Having the responsibility of transmitting the System to other people always led me to dedicate myself to understand more and more what I was doing, in order to always be able to offer the best I could. I believed that only by diligently dedicating oneself to a transmission process could one reach the highest level.
Observing the Daai Si Hing [ 大師兄 ] practicing and speaking of the System is always disconcerting. He's always helped out at Mo Gun whenever he can, but he's perhaps the only person I've met in 22 years of uninterrupted practice, who has come to such a deep level of understanding through a mostly intrapersonal process.

[Daai Si Hing, Claudio e Roberto]
[Daai Si Hing, Claudio and Roberto]

Porém, apesar de todos as melhorass técnicas que estamos tendo sob sua supervisão e da possibilidade de praticar livremente sem me preocupar com transmissão por duas horas semanais. O  ponto alto destes momentos estão mais associados a uma ressignificação da relação. 
Com a ausência do Si Fu, estamos organicamente nos aproximando. E as vezes o Daai Si Hing [ 大師兄 ]fica chateado com pessoas que recusaram o convite de estar nesse grupo sem um bom motivo aparente. Mas eu acho que cada um tem o seu tempo. E por falar em tempo: Quanto tempo nós ainda tempos, para sempre deixar para depois?

However, despite all the technical improvements we are having under his supervision and the possibility to practice freely without worrying about pass down the system to anyone for two hours a week. The high point of these moments are more associated with a redefinition of the relationship.
With the absence of Si Fu, we are organically coming closer. And sometimes Daai Si Hing [大師兄] gets upset with people who declined the invitation to be in this group for no good reason. But I think everyone has their time. And speaking of time: How much time do we still have, to always leave it for later?



The Disciple of Master Julio Camacho
Thiago Pereira “Moy Fat Lei”
moyfatlei.myvt@gmail.com



sexta-feira, 18 de junho de 2021

There is still one last Ving Tsun mystery: The "Ving Tsun Kuen Kuit"

 

O Ving Tsun Kuen Kuit
The  ving tsun kuen kuit

Esta obra reune um total de 51 peças confeccionadas em pedra. A coleção encontra-se atualmente guardada em NY sob os cuidados da própria Familia de Si Taai Gung Moy Yat. A obra está em perfeito estado de conservação e estas peças encontram-se guardadas em quatro estojos diferentes.

This work brings together a total of 51 pieces made of stone. The collection is currently stored in New York under the care of  Si Taai Gung Moy Yat own family. The work is in perfect condition and these parts are stored in four different cases.

[Uma das mentes mais brilhantes do círculo marcial, Mestre Leonardo Mordente, 
observe uma das pedras principais da coleção]

[One of the most brilliant minds of the martial arts circles, Master Leonardo Mordente, 
observes carefully one of the main seals of the collection]


Em cada um destes estojos, encontra-se uma ficha com o título "The Story of Ving Tsun Kuen Kuit", que com esse titulo ja daria um belo seriado ou filme, mas trata-se de uma coletânea de perguntas  sobre a obra. E agora, aproveitem um pouco da entrevista:

In each case there is a info paper titled "The Story of Ving Tsun" ( that would be a great Tv Series!hehe) but is a collection of questions and answers about the author and his work. Read below a little bit of this content:

[Ladeado pelos Mestres Anderson Maia e Leonardo Mordente, seguro as fotos 
em extrema qualidade e em papel especial do selo referente ao Siu Nim Tau, que é parte da coleção]

[Flanked by the Masters Anderson Maia and Leonardo Mordente, I hold the photos in extreme quality and on special paper of the seal referring to Siu Nim Tau, which is part of the collection] 

1- Quem foi o artista a fazer esta obra?

Resposta: Moy Yat, aliás "Moy Go Yan"* (*Moy Go Yan[Mei Gao Ren 梅高人] , era o nome artistico de Si Taai Gung)

2- Quem é Moy Yat?

Resposta: Moy Yat é o criador do Mey Tung Artists Association, Mestre de Kung Fu e autor de muitos livros.

3- O trabalho inteiro foi feito somente por ele?

Resposta: Não, ele recebeu assistência de Kwong Tse-Nam , um artista e "primo Kung Fu".

4- Quanto tempo ele levou para completar o trabalho?

Resposta: Demorou quatro anos para achar as pedras apropriadas para cada inscultura porque tamanho e cor tem um papel importante neste trabalho. A inscultura levou 2 anos de dedicação.

1 - Who was the artist to make this work?

Answer: Moy Yat, alias "Moy Yan Go" * (* Moy Go Yan [Mei Gao Ren 梅 高人], was the Moy Yat´s artistic name)

2 - Who is Moy Yat?

Answer: Moy Yat is the creator of  Mey Tung Artists Association,Kung Fu Master and author of several books.

3 - The whole work was only done by himself?

Answer: No, he received assistance from Kwong Tse-Nam, an artist and "Kung Fu cousin."

4 - How long it took to complete the work?

Answer: It took four years to find the appropriate stone to each of the carvings because size and color plays an important role in this work. The stone carvings took two years of dedication.

[Por isso o carimbo de  Wong Wah Bo que fica exposto em nosso Mo Gun, é do tipo  Bak Man (白文).]
[Thats why one of the seals in some MYVT schools , like this one, representing  Wong Wah Bo is a Bak Man(白文) type.]

Existem duas possibilidades de inscrição na base do carimbo (YAM MAN 印文) :
There are two possibilities for inscription on the seal´s base. (YAM MAN 印文) :

1) A primeira, chamamos de "escrita branca" chamada Bak Man (白文) , pois os ideogramas são insculpidos em baixo-relevo , que figuram na estampa com  a cor do suporte sobre o qual é aplicado, geralmente , a cor branca.

1)The first, called "white writing" called Bak Man (白文), because the character are sculptured in bas-relief, appearing in print with the color of the support on which it is applied, usually white.



[Como no caso do carimbo ancestral , também exposto em 
nosso Mo Gun, de Leung Laan Gwaai.]
[Now you know that seals like this one , representing Leung Laan  Gwaai,
 is a Chu Man(赤文) seal.]

2)Em Chu Man(赤文) , "Escrita Escarlate", vemos os ideogramas insculpidos no carimbo em alto-relevo. Desta forma, mostram eles a cor utilizada na aplicação, geralmente a vermelha. 

2)  In Chu Man(赤文) ,"red writing", we see the seal´s ideogram sculptured in high relief. Thus, they show the color used in the application, typically red.

[Aqui , Niklas Correia observa um "Bin Fun" (inscrição lateral), a qual será insculpida em posição normal , já que você neste caso, capta a informação na própria pedra. Este selo insculpido pelo Patriarca Moy Yat, é de nosso Si Fu Julio Camacho]

[Here, Niklas looks to a "bin fun" (side inscription) , which is written in a normal way, because in this case , you read the information right from the stone.This seal, carved by 
Patriarch Moy Yat, is ownedby  our Si Fu Julio Camacho ]


O uso inicial do carimbo servia apenas para identificação, conforme o tempo passou, o carimbo tornou-se um símbolo de autoridade, até que finalmente foi elevado ao símbolo de obra de arte.
Os carimbos como obras de arte, tiveram outros tipos de mensagens escritas em sua superfície além de nomes próprios.
Vamos então falar do tipo: Kei Nim Yan (紀年印): "Carimbo de Registro Cronológico" tomando o vídeo abaixo como exemplo.

The initial use of the seals was used only for identification, as time passed, the seal became a symbol of authority, until it was finally elevated to the symbol of the artwork.
Seals as works of art, had other types of messages written on its surface as well as names.
So let's talk about: Kei Nim Yan (纪年 印): "Cronological Seals" taking the video below as an example.





O vídeo acima é uma reedição minha com narração em cantonês da minha Si Suk Ming do Kei Nim Yan (紀年印). Observe como a Genealogia do Sistema Ving Tsun é contada através da leitura do registro em pedra.

The video above is my reedit with a Cantonese narration of my Si Suk Ming by Kei Nim Yan (紀年印). Notice how the Genealogy of the Ving Tsun System is told by reading the stone record. 



Na próxima Segunda[dia 21/06], Grão-Mestre Leo Imamura [Meu Si Gung], vai apresentar a estrutura do curso dque vai ministrar sobre a coleção "Ving Tsun Kuen Kuit" durante uma LIVE a partir das 19h . Este é um curso inédio no mundo inteiro, e o convite para participação é aberto a toda a comunidade marcial.  Para maiores informações, mandem um correio eletronico para moyfatlei.myvt@gmail.com.

Next Monday[06/21], Grandmaster Leo Imamura [My Si Gung], will present the structure of the course he will teach about the "Ving Tsun Kuen Kuit" collection, during a LIVE starting at 7pm. This is an unprecedented course in the world, and the invitation to participate is open to the entire martial community. For more information, send an email to moyfatlei.myvt@gmail.com. 



The Disciple of Master Julio Camacho
Thiago Pereira “Moy Fat Lei”
moyfatlei.myvt@gmail.com. 


terça-feira, 15 de junho de 2021

Study of the different hand distances using the Ving Tsun Gwan [詠春棍]

 


Existe uma prática pouco falada chamada Cheung Kiu Sau[長橋手] que nos auxilia a trabalhar a longa distancia ao invés da média. Acontece que o Sistema Ving Tsun nos proporciona algo muito especial que é a possibilidade de interagir com elementos externos ao nosso corpo, começando pelo Muk Yan Jong [Boneco de madeira]. Com isso, ao executarmos a lista de movimentos do Domínio Mui Fa Jong, pela primeira vez é possível fazer isso com uma referencia clara, nos favorecendo a trabalhar fatores de monitoramento como: Posicionamento, Timing, Energia e ... Distancia. 
O que pouca gente talvez saiba, é a possibilidade de trabalhar esse conceito utilizando o  Ving Tsun Gwan [詠春棍]. Comecei a pensar nisso em 2009...Eu já tinha acesso ao Domínio Luk Dim Bun Gwan desde 2007, mas foi somente naquele ano durante um Encontro sobre esse Domínio, que meu Si Baak Nataniel Rosa ao me ver segurar o bastão, disse: “Estica os braços.”- Ele se referia a uma postura como a que meu Si Fu segura o Ving Tsun Gwan [詠春棍] na imagem acima. 

People does not talk to much about a practice called Cheung Kiu Sau[長橋手] that helps us to work long distance instead of average. It turns out that the Ving Tsun System gives us something very special, which is the possibility of interacting with elements external to our body, starting with Muk Yan Jong [Wooden Dummy]. Thus, when executing the list of movements of the Mui Fa Jong Domain, for the first time it is possible to do this with a clear reference, favoring us to work on monitoring factors such as: Positioning, Timing, Energy and... Distance.
What few people perhaps know is the possibility of working this concept using the Ving Tsun Gwan [詠春棍]. I started thinking about it in 2009...I had access to the Luk Dim Bun Gwan Domain since 2007, but it was only that year during a Meeting on this Domain that my Si Baak Nataniel Rosa, seeing me hold the Gwan, said: “ Stretch your arms.”- He was referring to a posture like my Si Fu holds the Ving Tsun Gwan [詠春棍] in the image above.
[Eu e Si Fu, 2004]
[Me and Si Fu, 2004]

Sabe, dizem que se você for muito inteligente, não pode aprender Ving Tsun. Pois você questionaria tudo ou sempre teria uma ideia melhor... O que lhe impossibilitaria de ouvir o outro. Porém, também é dito que se você for muito burro, tão pouco poderá praticar. Afinal, você não entenderia o que lhe estava sendo entregue.
Eu tinha apenas dezessete anos quando acessei o Biu Ji, eu não tinha maturidade para apreciar o que estava me sendo entregue... Felizmente, permaneci tempo suficiente para tal. Pois foi somente dez anos depois desse acesso já em 2012, que ao assistir um irmão Kung Fu mais novo fazendo o Siu Nim Tau, que pude perceber a relação de um dispositivo da segunda parte dessa sequencia com o  Cheung Kiu Sau[長橋手]... Então eu comecei a refletir sobre como ele aparecia em outros momentos da Trilogia Fundamental e eu nunca tinha reparado... Você pode dizer que eu sou um “Slow Learner”. Mas isso prova algumas coisas também: A paciência do Si Fu comigo e a minha persistência.

You know, they say if you're too smart, you can't learn Ving Tsun. Because you would question everything or always have a better idea... Which would make it impossible for you to hear the other. However, it is also said that if you are too dumb, you will not be able to practice either. After all, you wouldn't understand what was being handed to you.
I was only seventeen years old when I accessed Biu Ji, I didn't have the maturity to appreciate what was being handed to me... Fortunately, I stayed long enough to do so. Because it was only ten years after this access, in 2012, when watching a younger Kung Fu brother doing Siu Nim Tau, that I could see the relationship of a move in the second part of this sequence with Cheung Kiu Sau[長橋手]. .. So I started to reflect on how it appeared in other moments of the Fundamental Trilogy and I had never noticed... You can say that I am a “Slow Learner”. But that proves some things too: Si Fu's patience with me and my persistence.
[Si Fu durante Seminário de Luk Dim Bun Gwan em 2003]
[Si Fu during a seminar of Luk Dim Bun Gwan in 2003]

Eu lembro bem desse dia... Eu era o Si Hing responsável pelo Núcleo Méier, não era um Si Fu ainda, mas quase pulei na cadeira em que estava. Esse momento da “tomada de consciência” é sempre algo único...E quando a euforia havia tomado conta de mim e eu esquecera completamente que estava ali para cuidar do Kung Fu do praticante que estava a minha frente... Lembrei do posicionamento necessário para portar o Ving Tsun Gwan [詠春棍].... - “Será?“ - Perguntei a mim mesmo.

I remember that day well... I was the Si Hing responsible for the MYVT Meier School, I wasn't a Si Fu yet, but I almost jumped in the chair I was on. This moment of "awareness" is always something unique... And when the euphoria had taken hold of me and I had completely forgotten that I was there to take care of the Kung Fu of the practitioner who was in front of me... I remembered the necessary positioning to carry the Ving Tsun Gwan [詠春棍].... - “Maybe..” - I told myself.
[Si Fu durante Seminário de Luk Dim Bun Gwan em 2003]
[Si Fu during a seminar of Luk Dim Bun Gwan in 2003]

Após um período de alguns anos estudando a Trilogia Fundamental apenas na “Distancia Média“, tendemos a desconsiderar outras possibilidades para soltar o golpe. Portanto, mesmo quando estamos a a trabalhar o Cheung Kiu Sau[長橋手] já no Domínio Mui Fa Jong, desconsideramos sua particularidade e vamos para a distancia média a fim de fazer “Alguma Técnica de média distancia”. Um lugar comum, onde o cotovelo baixo nos favorece e já temos certa familiaridade com o que pode ser feito. Abrimos mão de explorar a possibilidade de disparar de longa distancia... Então, é como se nunca tivéssemos tido acesso ao Biu Ji. E isso acaba se refletindo no dia a dia: Pois ao nos depararmos com uma situação de emergência circunstancial, temos tanto medo da incerteza que ela promove, que desconectamos dela e tentamos resolver “sozinhos”...

After a period of a few years studying the Fundamental Trilogy only in the “Middle Distance”, we tend to disregard other possibilities to deliver the blow. Therefore, even when we are working on Cheung Kiu Sau[長橋手] already in the Mui Fa Jong Domain, we disregard its particularity and go to the middle distance in order to do “Some Medium Distance Technique”. A common place, where the low elbow favors us and we are already familiar with what can be done. We gave up exploring the possibility of long-distance strikes... So, it's as if we never had access to Biu Ji. And this ends up being reflected in everyday life: Because when we are faced with a circumstantial emergency situation, we are so afraid of the uncertainty it promotes, that we disconnect from it and try to solve it "alone"...

[Meu Si Fu Julio Camacho]
[My Si Fu Julio Camacho]

Quando usamos o bastão com os braços flexionados, abrimos mão dos potenciais que essa ferramenta oferece para usarmos nossa própria força. Meu Si Fu disse certa vez, que o  Ving Tsun Gwan [詠春棍] é uma “arma para velhos”. Segundo ele, o vigor do mais jovem, faz com que ele não se aproveite das tendências e dos pontos de apoio que a postura para portar o bastão parece favorecer. 
Portanto, acredito fortemente  que o Cheung Kiu Sau[長橋手]  nos ajuda a nos tornarmos mais corajosos. Afinal, a distancia longa nem sempre é confortável. Queremos sempre a segurança de estar perto, seja na prática do Ving Tsun ou na vida. 

When we use the Ving Tsun Gwan [詠春棍] with our arms bent, we let go of the potentials that this tool offers to use our own strength. My Si Fu once said that the Ving Tsun Gwan [詠春棍] is a “weapon for old people”. According to him, the youth's vigor means that he does not take advantage of trends and support points that the posture to carry the Ving Tsun Gwan [詠春棍]seems to favor.
Therefore, I strongly believe that Cheung Kiu Sau[長橋手] helps us to become more courageous. After all, the long distance isn't always comfortable. We always want the security of being close, whether in Ving Tsun practice or in life.


The Disciple of Master Julio Camacho
Thiago Pereira “Moy Fat Lei”
moyfatlei.myvt@gmail.com



segunda-feira, 14 de junho de 2021

Consciousness in both hands from the study of Luk Dim Bun Gwan PART 1

Existe um nível de consciência que ganhamos a partir do uso do Ving Tsun Gwan [詠春棍], que passei a estar mais atento após uma conversa com meu Si Fu Julio Camacho. Me refiro a nossa capacidade de finalmente, estarmos mentalmente presentes nas duas mãos, simultaneamente.
Existe um ideograma que é o Sam[心] que pensamos imediatamente em traduzir como “Coração”, mas que quando consideramos o mesmo ideograma como “Consciência” , podemos entender que a mesma percorre pontos específicos do corpo de acordo com a nossa necessidade. 
Quando comecei no Ving Tsun, tive muita dificuldade em elaborar o que era mais importante a cada momento. A partir de minha sofrida primeira experiência com o Siu Nim Tau, comecei a aprender sem perceber, a importância de em meio a um conjunto de movimentos identificar o mais importante. 
Acontece que em um Sistema de variação como o Sistema Ving Tsun. Diferentes naturezas são apresentadas, e somos desafiados a percorrer um determinado Domínio[Ling Wik], com uma natureza muitas vezes diferente da nossa. Com isso, tendemos a nos prender a natureza que mais nos convém, e forçamos ela sobre a realidade sem nos ajustarmos ao que a situação está pedindo. 

There is a level of awareness that we gained from using Ving Tsun Gwan [詠春棍], which I became more aware of after a conversation with my Si Fu Julio Camacho. I'm referring to our ability to finally be mentally present on both hands, simultaneously.
There is an ideogram which is Sam[心] that we immediately think of translating as “Heart”, but when we consider the same ideogram as “Consciousness”, we can understand that it travels through specific points of the body according to our need.
When I started in Ving Tsun, I had a hard time working out what was most important at each moment. From my painful first experience with Siu Nim Tau, I began to learn without realizing the importance of, in the midst of a set of movements, identifying the most important.
It turns out that in a variation system like the Ving Tsun System. Different natures are presented, and we are challenged to traverse a certain Domain [Ling Wik], with a nature many times different from ours. In doing so, we tend to lock in the nature that suits us best, and force it on reality without adjusting to what the situation is asking for.


Durante muito tempo de minha jornada eu procurava resolver os problemas da mesma maneira. Eu não olhava para a situação, eu fazia o que achava que deveria. Então, mesmo quando ganhava, eu perdia. 
Isso se manifestava na parte técnica... Eu seguia usando “uma mão de cada vez”.  E isso me impedia de ver que eu não entendia as mãos movendo juntas... Era uma fazendo uma coisa e ao final a outra começava. Isso fez com que no Domínio Baat Jaam Do, eu tenha experimentado uma trajetória infernal, ao não conseguir manifestar corporalmente a ideia de “duas facas, um movimento”, que Si Fu me apresentou enquanto tomávamos uma sopa no Shopping Barra Square certa vez. 
E foi apenas com um estudo dedicado do “Luk Dim Bun Gwan” que percebi, com a ajuda de Si Fu, esse furo. 

For a long time on my journey I tried to solve problems in the same way. I didn't look at the situation, I did what I thought I should. So, even when I won, I lost.
This manifested itself in the technical part... I continued to use “one hand at a time”. And that prevented me from seeing that I didn't understand the hands moving together... It was one doing one thing and in the end the other started. This meant that in the Baat Jaam Do Domain, I experienced an infernal trajectory, when I was unable to express bodily the idea of “two knives, one movement”, which Si Fu introduced me to while we were having soup at  Barra Square Mall once.
And it was only with a dedicated study of “Luk Dim Bun Gwan” that I realized, with the help of Si Fu, this hole.

O “Luk Dim Bun Gwan” é um momento do Sistema em que você de certa forma recebe uma “última colher de chá”. Se você demora a aprender como eu, você tem a oportunidade de finalmente desenvolver a consciência nas duas mãos simultaneamente antes do Domínio “Baat Jaam Do”. Isso, acredito eu, favorece com que você tenha uma chance de /manusear as facas estando mentalmente presente em ambas. Isso ocorre a meu ver, porque sendo o bastão uma ferramenta única e com um formato único. Obriga você a segurá-lo e não soltá-lo mais. Veja: Você segura firme e isso não se aproxima, nem de longe, da variação durante do manuseio das facas. 
Então agora é como se o Sistema levasse você a entender que ao golpear, a outra mão “pode ir junto”, simplesmente por dar o Ving Tsun Gwan [詠春棍] para você segurar. E você poderá levar isso de volta para a prática do Chi Sau.
Contudo, ainda não consigo estar mentalmente presente nas duas mãos o tempo todo, acho que ninguém consegue fazer isso o tempo todo. Porém, o que de fato se torna possível, é perceber quando não o fazemos. Então você se pergunta: “Ei! O quanto estou consciente do que preciso aperfeiçoar a cada momento? O quanto estou consciente do furo que estou deixando?

The "Luk Dim Bun Gwan" is a moment in the System where you somehow get a "last chance". If you are slow learner like me, you have the opportunity to finally develop awareness on both hands simultaneously before the Domain “Baat Jaam Do”. This, I believe, favors giving you a chance to /handle the knives by being mentally present in both. This is, in my view, because the Gwan is a unique tool and with a unique shape. It forces you to hold it and not let go. See: You hold tight and it doesn't come close to variation when handling the knives.
So now it's as if the System has led you to understand that when striking, the other hand “can go along” with the first one. Simply by giving the Ving Tsun Gwan [詠春棍] for you to hold. And you can take that back to Chi Sau practice.
However, I still can't be mentally present on both hands all the time, I don't think anyone can do that all the time. However, what actually becomes possible is to notice when we don't. So you ask yourself, “Hey! How aware am I of what I need to improve at each moment? How aware am I of the hole I'm leaving in my moves?"




The disciple of Master Julio Camacho
Thiago Pereira “Moy Fat Lei”
moyfatlei.myvt@gmail.com


 

sexta-feira, 4 de junho de 2021

SENIOR MASTER URSULA LIMA: A PIONEER WOMAN

By
Thiago Pereira
 

Algum tempo atrás, falamos do grande projeto chamado “Conexão Marcial”, empreendido pelos Mestres Fabio Campi e Rodrigo Giarola. Este empreendimento tem por objetivo principal, conectar e transformar as pessoas através da experiência marcial (monitorada e personalizada). Na época, Mestre Fabio Campi nos explicou o seguinte sobre este projeto:  "...A ideia da 'Conexão Marcial' incialmente era ser um canal no Youtube que falasse sobre artes marciais e como que o estudo de uma arte marcial pode trazer benefícios para o praticante, dentro e fora do Dojo, Mo Gun ou academia. Depois a ideia evoluiu um pouco e hj a conexão marcial é uma empresa que visa trazer a relevância  das artes marciais dentro da formação e desenvolvimento das pessoas. Foi criada com o propósito de conectar pessoas através das artes marciais..." 
Já o Mestre Rodrigo Giarola complementa da seguinte maneira:  "Temos a formação da Moy Yat Ving Tsun e o sistema Ving Tsun como referência mas entendo que a experiência marcial transformadora pode ocorrer dentro de qualquer estilo de arte marcial, contanto que o trabalho seja realizado por um Mestre qualificado e que esteja alinhado com esse propósito..."

Some time ago, we talked about the great project called “Conexão Marcial”[Martial Connection], undertaken by the Masters Fabio Campi and Rodrigo Giarola. This project's main objective is to connect and transform people through a martial experience (monitored and personalized). At the time, Master Fabio Campi explained the following about this project: "... The idea of ​​'Martial Connection' was initially to be a YouTube channel that talked about martial arts and how the study of a martial art can bring benefits to the practitioner, inside and outside the Dojo, Mo Gun or academy. After an idea evolved a little and today a martial connection is a company that aims to bring a construction of martial arts to the formation and development of people. connecting people through martial arts... "
Master Rodrigo Giarola complements it as follows: "We have the training of Moy Yat Ving Tsun and the Ving Tsun system as a reference, but I understand that a transforming martial experience can occur within any style of martial art, as long as the work is performed by a qualified Master who is aligned with that purpose... "



Como este projeto também está presente no youtube no canal Conexão Marcial , esta semana foi apresentada uma entrevista com a Mestra Senior Ursula Lima no quadro “Mesa Marcial”.  Mestra Ursula Lima começou sua trajetória em 1995 e hoje com a qualificação de Mestre Classe Senior pela Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence. Compartilha seu entendimento sobre a importância das artes marciais, pelo ponto de vista da primeira mulher da América Latina a alcançar esse ranking em nossa arte. E num momento de ressignificação do papel e potencial da mulher na sociedade contemporânea, sua entrevista pode ser tomada como um grande ponto de inspiração para mulheres ao redor do Brasil e do mundo. 

As this project is also present on youtube at Conexão Marcial channel, this week an interview with Senior Master Ursula Lima was presented on “Martial Table”. Master Ursula Lima began her journey in 1995 and today is qualified as a Senior Class Master by Moy Yat Ving Tsun Martial Intelligence. She shares her understanding of the importance of martial arts, from the point of view of the first woman in Latin America to achieve this ranking in our art. And in a moment of resignification of the role and potential of women in contemporary society, her interview can be taken as a great point of inspiration for women around Brazil and around the world.