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quarta-feira, 21 de abril de 2021

VITOR SÁ: “What is a traditional ceremony for me?”


By
Vitor Sá
disciple of Master Thiago Pereira


Eu me chamo Vitor Sá, tenho trinta e quatro anos, sou praticante de Ving Tsun desde o final do ano de 2015 e em quatro de novembro do ano de 2017 realizei o meu Baai Si, me tornando discípulo de meu Si Fu e Membro Vitalício da Família Moy Fat Lei. No próximo dia vinte quatro de abril darei mais um importante passo dentro da minha jornada como praticante de Ving Tsun. Este passo, prestes a ser dado, será formalizado em um evento[Instrumento Estratégico] que chamamos de “Ato Cerimonial”. No caso da minha Família Kung Fu, será o Vigésimo Primeiro Ato Cerimonial.
Antes de iniciar minha trajetória como praticante de Ving Tsun, pratiquei outras artes marciais e nunca vivenciei experiências semelhantes aos “Atos Cerimoniais”. O que estava acostumado a vivenciar eram avaliações e exames de faixa, e que fique registrado: sempre foram boas experiências, bons momentos que marcaram minha vida. No entanto, eu nunca tive a oportunidade de me envolver tanto com esses eventos.
Quando me tornei um praticante de Ving Tsun, imaginava que passaria por eventos semelhantes, afinal eu pensava: Para eu me tornar um praticante graduado terei que passar por exames e avaliações. De fato, as avaliações existem, mas não é o mais importante. Desde 2016, ano em que participei da minha primeira cerimônia, posso afirmar que em cada oportunidade é uma nova experiência, cada evento me proporciona um novo significado. Mas por que?
Para uma pessoa leiga, ao assistir uma cerimônia, pensa-se somente no que está acontecendo naquele momento, o evento em si, a celebração. Para nós praticantes, um “Ato Cerimonial” começa bem antes, já que os participantes da celebração é que são responsáveis por organizar o evento. E termina bem depois, já que após a celebração, é feito o que chamamos de “pós-evento”, onde temos a oportunidade de analisar tudo o que foi feito. Portanto um “Ato Cerimonial” exige, ao meu ver, um nível de atenção tão grande que acaba nos proporcionando experiências inéditas e o descobrimento de habilidades que muitos nem sabem que possuem.

My name is Vitor Sá, I am thirty-four years old, I have been practicing Ving Tsun since the end of 2015 and on the 4th of November of 2017 I realized my Baai Si, becoming a disciple of my Si Fu and a special student of Moy Fat Lei family. On the twenty-fourth of April I will take another important step in my journey as a practitioner of Ving Tsun. This step, about to be taken, will be formalized in an event [Strategic Tool] that we call “Ceremonial Act”. In the case of my Kung Fu Family, it will be the Twenty-First Ceremonial Act.
Before starting my journey as a practitioner of Ving Tsun, I practiced other martial arts and never had experiences similar to the “Ceremonial Acts”. What I was used to experiencing were assessments and exams, and let it be recorded: there have always been good experiences, good moments that have marked my life. However, I never had the opportunity to get so involved with these events.
When I became a Ving Tsun practitioner, I imagined that I would go through similar events, after all I thought: For me to become a graduate practitioner, I will have to pass exams and assessments. Indeed, evaluations do exist, but it is not the most important. Since 2016, the year I participated in my first ceremony, I can say that every opportunity is a new experience, each event gives me a new meaning. But why?
For a lay person, when attending a ceremony, one thinks only of what is happening at that moment, the event itself, the celebration. For us practitioners, a “Ceremonial Act” starts well before, since the participants in the celebration are responsible for organizing the event. And it ends much later, since after the celebration, what we call “post-event” is done, where we have the opportunity to analyze everything that has been done. Therefore, a “Ceremonial Act” requires, in my view, a level of attention so great that it ends up providing us with unprecedented experiences and the discovery of skills that many do not even know they have.
Meu primeiro “Ato Cerimonial” foi em nove de abril de dois mil e dezesseis[FOTO], foi a primeira cerimônia da minha Família Kung Fu, a Família Moy Fat Lei, que nascia como a primeira Família Kung Fu de décima terceira geração na América Latina. Ali, me dei conta de que todo o processo era bem diferente do que eu estava acostumado. Na ocasião, eu e meus irmãos Kung Fu tivemos a orientação dos nossos Si Suk, principalmente do Si Suk Rodrigo Moreira e do Si Suk Fábio Sá. Eu lembro sempre da tarde de sábado junto ao Si Suk Rodrigo em que trabalhamos duro no transporte dos itens do Mo Gun até o local da cerimônia. E lembro bem, também, do momento em que cheguei ao local poucas horas antes do evento começar e me deparei com vários Si Suk trabalhando no preparo e na montagem dos itens para que tudo saísse bem durante o “Ato Cerimonial”. Logo pude perceber que a cerimônia, para mim, já havia começado.

My first “Ceremonial Act” was on April 9th of two thousand and sixteen [PHOTO ABOVE], it was the first ceremony of my Kung Fu Family, the Moy Fat Lei Family, which was born as the first thirteenth generation Kung Fu Family in Latin America. There, I realized that the whole process was quite different from what I was used to. At the time, my Kung Fu brothers and I had the guidance of our Si Suk, mainly Si Suk Rodrigo Moreira and Si Suk Fábio Sá. I always remember Saturday afternoon at Si Suk Rodrigo, where we worked hard to transport Mo Gun's items to the ceremony site. And I remember well, too, the moment I arrived at the place a few hours before the event started and I came across several Si Suk working on the preparation and assembly of the items so that everything went well during the “Ceremonial Act”. I soon realized that the ceremony, for me, had already started.

Lembro que haviam muitas pessoas presentes. Além de meu Si Fu e meu Si Gung, estavam presentes outros importantes Mestres, além de todos os outros convidados. Participaram daquele “Ato Cerimonial”, minha Si Je Jaqueline, meu Si Hing Pedro Freire e meus irmãos kung fu mais novos Luan, Pedro Pavioti e André. Durante a cerimônia pude perceber a importância do evento, me lembrei dos meus antigos exames de faixa e pude concluir o quanto aquela nova experiência era bem mais profunda e complexa do que tudo que eu havia passado anteriormente durante a prática em outras artes marciais.

I remember that there were many people present. In addition to my Si Fu and my Si Gung, other important Masters were present, in addition to all the other guests. In that “Ceremonial Act”, my Si Je Jaqueline, my Si Hing Pedro Freire and my younger kung fu brothers Luan, Pedro Pavioti and André. During the ceremony I could see the importance of the event, I remembered my old belt exams and I was able to conclude how much more profound and complex that new experience was than what I had previously gone through while practicing in other martial arts.

[foto oficial com Mestre Thiago Pereira, Vitor e seus familiares no dia de seu 'Baai Si']

[official photo with Master Thiago Pereira, Vitor and his family on the day of his 'Baai Si']

Agora, estou aqui, cinco anos depois, próximo de mais um “Ato Cerimonial” da minha Família Kung Fu, onde irei acessar um novo domínio do Sistema  Ving Tsun. Mais maduro (porém com muito a aprender), sou grato por ter chegado até aqui, com a confiança de meu Si Fu e ciente de que estou vivenciando mais uma experiência incrível. Sigamos Juntos!

Now, I am here, five years later, next to another “Ceremonial Act” of my Kung Fu Family, where I will access a new domain of the Ving Tsun System. More mature (but with a lot to learn), I am grateful to have arrived here, with the confidence of my Si Fu and aware that I am having another incredible experience. Let's Go Together!